Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

 

Título: Sete Anos no Tibete
Autor: Heinrich Harrer

"Sete Anos no Tibete", uma narração descritiva do próprio Heinrich Harrer sobre o tempo em que passou naquele país. Ele era austríaco e estava na Índia quando a terrível e devastadora segunda guerra mundial começou na Europa. Ele e seus amigos alemães e italianos foram presos pelos ingleses, que na época dominavam a Índia, tratando-se de uma colónia inglesa. Como Harrer era montanhista, e portanto amante da liberdade, da natureza, do silêncio e da brancura da neve, decidiu fugir para as montanhas. A primeira tentativa não foi bem sucedida, mas na segunda ele e alguns amigos tiveram sucesso e foram para o Tibete. Os amigos separaram-se dele e ele ficou apenas com Peter Aufschnaiter que, juntos, estavam decididos a conhecer o interior do misterioso país. O problema foi que, embora a população do Tibete fosse muito acolhedora e hospitaleira, o governo não queria estrangeiros por lá. Ainda assim, passando por muitos perigos e dificuldades, conseguiram chegar a Lhasa, a "Cidade Proibida", capital do Tibete. A descrição dessa viagem em si já é impressionante. Em Lhasa eles continuaram a sofrer dificuldades para ficar no país, mas devido a diversas circunstâncias, além de se terem revelado boas pessoas, foram ficando. Nessa época, Dalai Lama era um jovem garoto que ainda estava sob tutela dos seus regentes. A atenção que eles despertam acaba por interessar o jovem Lama que se torna amigo de Harrer.

A história narrada corresponde a uma fase marcante na vida de Harrer, aquela em que passou sete anos no Tibete e, nas suas palavras que traduziram o que viu, dá uma boa ideia de como era a vida daquele povo feliz, sossegado, extremamente religioso, antes da invasão chinesa. O livro termina quando Tibete é invadido pela China e Harrer foge para a Índia. A vida em Lhasa era, economicamente, muito atrasada mas, socialmente, muito idílica, fraterna e maravilhosa. Heinrich Harrer era a favor de um certo progresso, mas sabia respeitar muito bem as tradições e os costumes do povo daquela terra.

Para mim, que sou um apaixonado confesso das belezas tibetanas – sejam elas naturais, artísticas, culturais, religiosas ou humanas – este livro representa uma viagem que eu próprio fiz no meu imaginário aquele lugar recôndito, um pequeno paraíso escondido lá longe, na Ásia. É triste imaginar o que aconteceu com o país por força dos comunistas chineses. No livro percebe-se que é tocante o amor de Harrer nutre também por aquele lugar. O livro é uma excelente fonte de conhecimento de uma cultura que, apesar de violada pelos chineses, ainda existe naquela região.

 

Sobre este livro já foi realizado um filme com o mesmo nome. Um filme que aconselho vivamente, pois as imagens que nele se pode ver servem para colorir as palavras escritas no livro…e a viagem é possível.

 

Uma sugestão do professor Paulo Pinto, para que possas desfrutar de uma história deliciosa.



publicado por ppinto às 11:21
Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

A Jéssica Santos, do 7º C, deixa-nos mais uma sugestão de leitura, da obra de Luís Sepúlveda. Vejamos o que ela tem para nos dizer...

 

"(...) Nesta história, uma gaivota está prestes a morrer por causa do petróleo derramado no mar. Então, encontra um gato (Zarbas) e pede-lhe que tome conta do ovo que ela vai pôr e, quando este chocar, que o ajude a sobreviver. O gato aceita e pede ajuda a Sabetudo, Colonello [dois gatos vadios], Secretário [o macaco] e, por fim, ao humano. Durante o tempo que viveram juntos passaram por muito. E a gaivota será que consegue voar? Será que Zarbas e os seus amigos cumpriram a sua promessa? Deixo o conselho para lerem o livro e descobrirem."



publicado por BibliotecaH às 18:16

Álvaro de Magalhães nasceu no Porto, em 1951. A sua obra para crianças e jovens inclui o livro "O olhar do dragão" e que seduziu a Ana Rita Carneiro, do 7º B.

 

"Gostei muito desta obra, pois acho que tem muito a ver comigo: tem aventura, ficção, mistério, tudo o que eu gosto. Este livro possui um pouco de tudo, por isso é tão interessante. Acho que todas as pessoas que gostam deste tipo de livros a deviam ler, pois este livro ensina-nos muito, como trabalhar em grupo, ou, por exemplo, também não julgar ninguém antes de a conhecer.

 

A história fala de três jovens, muito diferentes, mas que se vão juntar durante esta aventura e ficar os melhores amigos. Foi na estreia do circo "Lin" (...). É lá que acontece o princípio desta história, o rapto de Jane, a filha do senhor Lin. Quando acabou o espectáculo de circo, Jane não veio agradecer e foi aí que Joel se apercebeu de que tinha acontecido alguma coisa à rapariga. Jorge e sua irmã Joana também estavam no espectáculo e, quando viram Joel a entrar para os bastidores, tentaram também e é aí que começa a investigação dos três jovens, para encontrarem a rapariga, por quem Jorge estava apaixonado."

 

Queres saber mais sobre esta história? Então, requisita o livro na tua biblioteca.



publicado por BibliotecaH às 18:06

Agora é a vez da Ana Isabel, do 7º B, nos falar sobre outro livro de Ana Saldanha, uma escritora nascida no Porto e que esteve na nossa Escola no passado ano lectivo.

 

Gostaste do livro "Escrito na Parede"?

 

"Sim, gostei da obra, pois achei interessante e engraçada. Adorei ler este livro, porque a história levantou um certo interesse de ler mais vezes. A história fala de um rapaz que se chama Daniel. Um dia, o Daniel chega a casa, mas a mãe não está. Não se preocupa, porque já se habituou a que ela chegue tarde e a ficar sozinho. E agora tem o Rufo, um cão rafeiro, gorducho e mal-humorado, para lhe fazer companhia. Nos dias seguintes, tenta esforçar-se por não se alarmar. Talvez a mãe esteja em casa de uma amiga, talvez se tenha esquecido de avisar o Daniel. Mas passam-se os dias; o Daniel não sabe o que fazer..."



publicado por BibliotecaH às 18:00

A Diana Pinto, do 7º B, propõe-nos a leitura do livro "Nem Pato, nem Cisne", de Ana Saldanha. Vejamos o que ela tem para nos contar.

 

"Eu gostei deste livro, porque diz-nos que não devemos julgar uma pessoa só pelo físico (...)."

 

De que fala a história?

 

"Nasce Eugénio, mas não sai a ninguém. Toda a família o acha esquisito, menos a sua mãe que estará sempre do seu lado. É ruivo, tem olhos cinzentos, lábios grossos e nariz de porquinho. Toda a gente o põe de lado. Tudo muda quando a sua mãe aceita o convite de uns amigos e Eugénio vai para a Irlanda. É aí que conhece James, um rapaz parecidíssimo com ele, que o faz ver os problemas de outra maneira. Será que, quando voltar, já ninguém se lembra de si e do seu ser?"

 

Para conhecermos a resposta, teremos que ler o livro...



publicado por BibliotecaH às 17:53

“(…) Sou persistente, não desisto à primeira contrariedade da vida e nunca estou satisfeito com o que tenho e com o que sei, pois procuro saber sempre mais.

 

No meu dia-a-dia, gosto muito de ler. Ultimamente li o “Diário da tua Ausência”, de Margarida Rebelo Pinto, e o livro polémico intitulado “Caim”, de José Saramago, ateu professo.

 

Quanto ao livro “Diário da Tua Ausência”, este conta a história de uma mãe solteira que se apaixona por um homem que não o pai do seu filho. Ambos viviam e trabalhavam em Lisboa. Mas, por motivos profissionais, ele foi obrigado a ir viver para Londres. Foi então que ela começou a viver um amor à distância. Telefonava-lhe todos os dias para matar saudades e, ao mesmo tempo, escrevia um diário no qual descrevia os seus dias de solidão e imaginava como seria a sua vida ao lado da pessoa amada, até que um dia, através de um amigo, descobriu que o grande amor a trocara por outra, com a qual já vivia em Londres.

 

 

Apesar do sofrimento que lhe causou, continuou a amá-lo, mesmo sabendo que o perdera para sempre e, no final, ofereceu-lhe o seu diário, pedindo-lhe para que o guardasse para sempre no seu coração.

 

Quanto a este livro, eu sou da opinião que quando se ama tem-se sempre tempo para essa pessoa (…). Já diz o ditado Quem espera sempre alcança. A saudade dói, mas é muito bom quando se tem alguém por quem esperar e o reencontro é vivido com muito mais amor e muito maior entrega, nem que seja através do sonho “Numa noite perfeita entre tantas outras, liguei o meu coração ao teu com um fio invisível e troquei uma parte da tua alma com a minha, enquanto dormias.”

 

Quanto ao livro intitulado “Caim”, este é um romance escrito contra toda e qualquer religião. Ao longo da história, afirma-se que todas as religiões, sem excepção, fizeram à humanidade mais mal do que bem. Trata-se de um livro em que o autor, José Saramago, põe em causa a veracidade de quase todos os ensinamentos que a Bíblia contém, apresentando ao mesmo tempo a sua versão dos acontecimentos em relação a Caim, a Deus e à Humanidade. Neste romance satírico, ele faz a reconversão de algumas das parábolas que têm estruturado a religião católica e devolve-as aos crentes da Terra e ainda afirma, a dada altura, que Deus é um ser sem compaixão porque, para pôr Abraão à prova, ordenou-lhe que matasse o seu próprio filho – Isaac - e que um Deus misericordioso não mandaria matar ninguém, muito menos uma criança, lembrando de seguida aquela célebre frase de Jesus no templo que dizia “Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas é o Reino do Céu”. Além disso, conta em tom irónico e jocoso/trocista a história do filho primogénito de Adão e Eva.

 

 

Face a isto, eu acho que cada ser humano é livre e, como tal, deve-se abordar tudo, todas as questões e cada um de nós deve formular depois a sua opinião. Só compra o livro quem quer, só o lê quem quer, mas friso que se trata de um livro muito bem elaborado e documentado.

 

 

Eu já li a Bíblia e discordo da opinião de Saramago quando o próprio diz que a Bíblia é “um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana”. Eu oponho-me e digo que a Palavra de Deus é vida, ela é viva e eficaz e tem muita sabedoria (livros poéticos, de sapiência). Mas é a minha opinião. Para mim, a Bíblia tem de ser lida como um todo, em vários sentidos, e não apenas numa perspectiva unilateral. Se lermos a Bíblia numa visão conjunta, conseguimos perceber/compreender o projecto da salvação de Deus."

 

 

(José Barbosa Pinto, aluno inscrito no Centro Novas Oportunidades do Agrupamento de Escolas do Vale de Ovil - processo de RVCC - nível secundário. Material cedido pela professora Paula Guedes)



publicado por BibliotecaH às 17:10

A Jéssica, do 7º C, escolheu o livro "Se perguntarem por mim digam que voei", de Alice Vieira, para apresentar nas aulas de Língua Portuguesa. Terá gostado da obra?

 

"Sim, gostei desta obra, porque apesar de ser ficção, acaba por ser o que muitas pessoas pensam e, a ler o livro, consegui entrar na história e voar com Joana, Ofélia e provar os chás e remédios, e ouvir as doces e sábias palavras de Demétria."

 

O que é que lembras desta história?

 

"As personagens são inúmeras, mas duas sempre me ficaram na memória e admiro-as bastante: Demétria que, com os anos a passar e sempre a recolher as suas ervas milagrosas, nunca lhe acontecera algo, e Joana Ofélia que tinha sido capaz de voar por uma pequena janela ogival e não se cansava de dizer: 'Qualquer janela serve para voar'. Não me esqueço também da Casa do Freixo que, por causa de César, Cláudio e Augusto e dos três relógios parados passou a chamar-se "Casa dos Três Anjinhos", pois haviam de morrer à nascença. E ainda, na mesma rua, ficava a Casa do Perpétuo Socorro. As famílias eram diferentes, mas no final, as duas famílias unem-se sem se dar por isso.

 

Quem for curioso visite a biblioteca e leia o livro."

 

Obrigada pela tua sugestão, Jéssica.



publicado por BibliotecaH às 16:53
Quarta-feira, 10 de Março de 2010

 

Eu já li muitos livros da biblioteca da nossa escola. A colecção que mais me fascinou até hoje foi a da «Mafalda». Esta colecção fala-nos de uma menina chamada Mafalda que passa os seus dias a questionar o mundo, a fazer perguntas que nem os pais nem os professores lhe sabem responder, e que impressiona os seus pais, todos os seus amigos e vizinhos.
“Uma menina questionando o mundo” - estas são as palavras do autor para caracterizar está sua criação. Tem como personagens: a Mafalda, o Manelinho, o Filipe, Susaninha, e os pais da Mafalda. As personagens agora referidas aparecem nos volumes que mais apreciei: o Miguelito, a Liberdade e o Gui (irmão da Mafalda). O Manelinho é um menino que só pensa em dinheiro. O Filipe é um menino que detesta a escola. A Susaninha é uma menina que sonha ser mãe. Os pais da Mafalda fazem de tudo para que esta apenas se preocupe com coisas da sua idade. O Miguelito é um menino que sonha em ser famoso. A Liberdade é uma menina pequenina que tem muitos problemas com o seu tamanho. E Gui, irmão da Mafalda, é um menino que aprende a questionar o mundo com a sua irmã.
        Adorei ler esta colecção de 4 volumes, e sei que quem for como eu também irá gostar de os ler.

 

 

Opinião da Sílvia Ribeiro, nº23 do 7ºC



publicado por ppinto às 20:58
Segunda-feira, 08 de Março de 2010

Titulo: Mariana, todas as cartas

Autora: Cristina Silva

Editora: Gótica   

 

     Mariana, todas as cartas é uma história constituída por 12 cartas escritas por uma Mariana Alcoforado, quando já tinha uma idade avançada e se via presa num convento desde os seus 10 anos, levada pelo seu pai. Naquela época, as filhas de famílias fidalgas eram encaminhadas para conventos, de forma a preservar o património familiar. Mariana envolveu-se em relações amorosas com Chamilly, a quem eram supostamente enviadas as suas cartas.

      As cartas falavam de todas as suas mágoas após ter sido largada por ele. Nelas é demonstrado, também, o amor incondicional e exagerado da jovem Mariana, que diz sofrer horrores com a distância do amado. Aos poucos, as cartas vão perdendo o tom de esperança e passam apenas a ser pedidos de notícias. A solidão de Mariana, o seu sentimento de repressão, e sua vontade de reter o amado ao seu lado são constantes. Ao que parece, Chamilly não corresponde igualmente a esse amor pois deixara de responder às suas cartas, o que nunca acontecera. Vendo-se nesta situação, Mariana pede respostas maiores, mais amorosas.                                                                  

      Por fim, mesmo ela tendo sofrido imenso, acaba por lhe agradecer pelo facto de ter sido ele a fazê-la conhecer o sentimento da paixão e da desilusão. Que todas estas cartas que agora escrevia, depois de cerrarem os seus olhos, seriam apenas memórias de uma história enamorada que só ela imaginou (um amor que nunca foi correspondido).

 

Uma excelente sugestão de leitura da aluna Márcia Raquel Lopes, 11º D, N.º 18

 



publicado por ppinto às 09:32
Sexta-feira, 05 de Fevereiro de 2010

Também do 11º B, a Joana Ramalho deixa-nos a sugestão de um outro livro, de Cathy Glass...

 

"Infância perdida" conta a história verdadeira de Cathy e da sua relação com uma menina de oito anos que acolheu, Jodie. Cathy Glass acolhia crianças problemáticas em sua casa há mais de vinte anos e, durante esse tempo, não encontrou uma criança tão "perdida".

 

Jodie foi confiada aos cuidados de Cathy após uma vertiginosa passagem por cinco famílias de acolhimento em apenas quatro meses. Cathy estava determinada em conhecer a criança cujo comportamento era agressivo, manipulador e temido. Apesar das advertências, a mãe adoptiva resolveu acolher essa menina rebelde.

 

Nos primeiros tempos de convívio com a sua nova família, Jodie mostrava-se muito agressiva e não cumpria ordens. Passados meses, quando ganhou mais confiança com Cathy e restante família, Jodie começa a descontrair e a contar o que lhe havia acontecido. A criança revela as monstruosidades por que passou. (...) Psicologicamente perturbada, é-lhe diagnosticado o "síndrome de distúrbio de identidade" e é-lhe aconselhado apoio psiquiátrico permanente, pois Jodie estava severamente doente. (...) Esta história é o espelho de milhares de situações espalhadas por todo o mundo.

 

Aconselhas a leitura desta história aos teus colegas?

 

Sim, aconselharia a todas as pessoas que não acreditam que milhares de crianças são esquecidas, negligenciadas, abusadas física e psicologicamente, e que perdem não só a infância, mas a vida. Infelizmente, isto acontece cada vez mais e se nos mentalizarmos que é verdade, podemos salvar crianças.

 

Este livro alerta-nos, revolta-nos e convida-nos a agir, se repararmos que o olhar de uma criança é vazio e o seu comportamento agressivo.

 

Obrigada pela tua partilha, Joana.



publicado por BibliotecaH às 12:35
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