
Título: Sete Anos no Tibete
Autor: Heinrich Harrer
"Sete Anos no Tibete", uma narração descritiva do próprio Heinrich Harrer sobre o tempo em que passou naquele país. Ele era austríaco e estava na Índia quando a terrível e devastadora segunda guerra mundial começou na Europa. Ele e seus amigos alemães e italianos foram presos pelos ingleses, que na época dominavam a Índia, tratando-se de uma colónia inglesa. Como Harrer era montanhista, e portanto amante da liberdade, da natureza, do silêncio e da brancura da neve, decidiu fugir para as montanhas. A primeira tentativa não foi bem sucedida, mas na segunda ele e alguns amigos tiveram sucesso e foram para o Tibete. Os amigos separaram-se dele e ele ficou apenas com Peter Aufschnaiter que, juntos, estavam decididos a conhecer o interior do misterioso país. O problema foi que, embora a população do Tibete fosse muito acolhedora e hospitaleira, o governo não queria estrangeiros por lá. Ainda assim, passando por muitos perigos e dificuldades, conseguiram chegar a Lhasa, a "Cidade Proibida", capital do Tibete. A descrição dessa viagem em si já é impressionante. Em Lhasa eles continuaram a sofrer dificuldades para ficar no país, mas devido a diversas circunstâncias, além de se terem revelado boas pessoas, foram ficando. Nessa época, Dalai Lama era um jovem garoto que ainda estava sob tutela dos seus regentes. A atenção que eles despertam acaba por interessar o jovem Lama que se torna amigo de Harrer.
A história narrada corresponde a uma fase marcante na vida de Harrer, aquela em que passou sete anos no Tibete e, nas suas palavras que traduziram o que viu, dá uma boa ideia de como era a vida daquele povo feliz, sossegado, extremamente religioso, antes da invasão chinesa. O livro termina quando Tibete é invadido pela China e Harrer foge para a Índia. A vida em Lhasa era, economicamente, muito atrasada mas, socialmente, muito idílica, fraterna e maravilhosa. Heinrich Harrer era a favor de um certo progresso, mas sabia respeitar muito bem as tradições e os costumes do povo daquela terra.
Para mim, que sou um apaixonado confesso das belezas tibetanas – sejam elas naturais, artísticas, culturais, religiosas ou humanas – este livro representa uma viagem que eu próprio fiz no meu imaginário aquele lugar recôndito, um pequeno paraíso escondido lá longe, na Ásia. É triste imaginar o que aconteceu com o país por força dos comunistas chineses. No livro percebe-se que é tocante o amor de Harrer nutre também por aquele lugar. O livro é uma excelente fonte de conhecimento de uma cultura que, apesar de violada pelos chineses, ainda existe naquela região.
Sobre este livro já foi realizado um filme com o mesmo nome. Um filme que aconselho vivamente, pois as imagens que nele se pode ver servem para colorir as palavras escritas no livro…e a viagem é possível.
Uma sugestão do professor Paulo Pinto, para que possas desfrutar de uma história deliciosa.







Eu já li muitos livros da biblioteca da nossa escola. A colecção que mais me fascinou até hoje foi a da «Mafalda». Esta colecção fala-nos de uma menina chamada Mafalda que passa os seus dias a questionar o mundo, a fazer perguntas que nem os pais nem os professores lhe sabem responder, e que impressiona os seus pais, todos os seus amigos e vizinhos.